Sobre respirar

A maior dificuldade nesse lance de escrever, eu acho, é qualquer coisa, exceto escrever.

Vejo muitos escritores (ou aspirantes a tal) dizendo que escrever é um martírio, que você tem que remexer nas suas feridas mais interiores, que os personagens não te obedecem, que a verdadeira arte é sofrida, que os inúmeros bloqueios tiram o sono, por aí vai. Pra mim isso não acontece porque escrever é minha alegria. Escrevo porque é meu hobby, porque é o ofício que escolhi para me aprofundar, porque é a arte que mais gosto e que também posso produzir. Escrever me faz bem: me deixa mais feliz, mais relaxado e mais bonito. Por isso tenho uns 5 originais na gaveta aqui, e todo ano aparecem mais dois ou três.

O problema desse processo é respirar.

É quando você termina, revisa, compra a capa, manda pra um revisor, fica feliz e, sei lá, põe na Amazon ou manda imprimir (como independentes que somos), e aí manda para blogs, para parceiros, para amigos e espera.

E respira.

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A História de Capital Revelada – Parte III

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Uma relação abusiva, uma tentativa de suicídio…

Antes de tudo: esta parte aqui é spoiler-heavy de Capital Revelada.

Terminando a saga: nos últimos posts vimos as duas primeiras versões que a história de Marcos e Luiz teve. Agora está na hora de terminar. Lembrando que eu terminei o último post declarando que amassei e joguei toda a Tetralogia da Pescadora fora, e Marcos e Luiz ficaram no limbo de novo.

Até que eu estava chegando ao fim da faculdade de História e comecei a estagiar na Marinha. Foi o ambiente esquisito, formal e sombrio do Arquivo da Marinha que me fez repensar o enredo todo, e foi um tombo – um tombo que eu tomei na Rio Branco, às cinco e meia da tarde – que me impulsionou a escrever.

Deixa eu explicar.

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A História de Capital Revelada – Parte I

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O limite do vazio, emoções tomando forma…

Conversando com uns amigos do CAF, decidi contar a história toda de como Capital Revelada veio a nascer. E ela é longa, chata e complicada, então devo dividir esse post aqui em algumas partes, eu acho.

Tudo começou em 2009. 2009 – eu, no terceiro ano do ensino médio, com 15 ou 16 anos, me preparando para o vestibular – não lembro direito em que mês a ideia dessa história começou, mas deve ter sido por volta do fim do ano. Naquela época, eu jogava quase que obsessivamente os jogos da série Devil Summoner: Raidou Kuzunoha (quem jogou percebe as semelhanças) em meio às provas para o ensino superior.

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