[RESENHA] 172 Horas na Lua -Johan Harstad

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Título: 172 Horas na Lua
Autoria: Johan Harstad
Editora: Novo Conceito
Nº de páginas: 288
Gênero: Young adult | Terror espacial
Nota:

 

 

O ano é 2018. Quase cinco décadas desde que o homem pisou na Lua pela primeira vez.

Três adolescentes comuns vencem um sorteio mundial promovido pela NASA. Eles vão passar uma semana na base lunar DARLAH 2 – um lugar que, até então, só era conhecido pelos altos funcionários do governo americano.

Mia, Midori e Antoine se consideram os jovens mais sortudos do mundo. Mal sabem eles que a NASA tinha motivos para não ter enviando mais ninguém à Lua.

Eventos inexplicáveis e experiências fora do comum começam a acontecer…

Prepare-se para a contagem regressiva.

Eu fiz uma curta resenha desse livro no Goodreads assim que terminei, mas vou desenvolvê-la aqui.

SPOILERS AHEAD

Esse livro é ruim pra cacete.

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[RESENHA] Tales from Moominvalley – Tove Jansson

talesTítulo: Tales from Moominvalley
Autoria: Tove Jansson
Editora: Square Fish
Nº de páginas: 192
Gênero: Infanto-juvenil | Fantasia
Nota: ★★★★

Nessa semana eu li um monte de livrinhos – uns que eu gostei, outros que não gostei, então vamos manter a positividade no blog e postar só as coisas boas, que tal? A bola da vez é Tales from Moominvalley, da Tove Jansson. E antes de começar a resenha, quero explicar aqui o que diabos são os Moomins de quem tanto falo. Os Moomins são personagens de uma série de livros e quadrinhos fino-suecos criada pela Tove no fim da Segunda Guerra Mundial e durando até um pouco depois da morte da mãe da autora (1970). Os quadrinhos têm um tom mais satírico e adulto e os livros são mais infanto-juvenis, daqueles infantos de qualidade que você lê como adulto e entende todas as nuances e sabedoria que a autora passa. A série segue a família Moomin – o filho Moomintroll, a mãe Moominmamma e o pai Moominpappa – em sua vidinha comum no Vale dos Moomins, vivendo aventuras com os amigos e tudo mais.

Recentemente, aqui no Brasil, três editoras publicaram material dos Moomins: a editora Autêntica publicou os dois primeiros livros (Cometa na Terra dos MoominsOs Moomins e o

top
eu tenho a coleção completa dos quadrinhos, deixa eu ostentar poarr

Chapéu do Mago), a Conrad publicou o primeiro livro de quadrinhos e A Bolha Editora publicou o segundo. (Da Tove, acho que são uns nove no total.)

(E é interessante ver que a série vai ficando cada vez mais séria e melancólica com o passar do tempo. O primeiro livro, Cometa no Vale dos Moomins, é uma aventura bem straightfoward. O último, Moominvalley in November, não apenas não têm os Moomins como os protagonistas mas também é o conto de vários amigos da família tentando lidar com sua ausência.)

Dito isso, a premissa do Tales from Moominvalley é simples: são nove contos passados no universo dos Moomins. Só isso. Então vamos à resenha, separando por contos.

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A História de Capital Revelada – Parte III

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Uma relação abusiva, uma tentativa de suicídio…

Antes de tudo: esta parte aqui é spoiler-heavy de Capital Revelada.

Terminando a saga: nos últimos posts vimos as duas primeiras versões que a história de Marcos e Luiz teve. Agora está na hora de terminar. Lembrando que eu terminei o último post declarando que amassei e joguei toda a Tetralogia da Pescadora fora, e Marcos e Luiz ficaram no limbo de novo.

Até que eu estava chegando ao fim da faculdade de História e comecei a estagiar na Marinha. Foi o ambiente esquisito, formal e sombrio do Arquivo da Marinha que me fez repensar o enredo todo, e foi um tombo – um tombo que eu tomei na Rio Branco, às cinco e meia da tarde – que me impulsionou a escrever.

Deixa eu explicar.

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A História de Capital Revelada – Parte I

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O limite do vazio, emoções tomando forma…

Conversando com uns amigos do CAF, decidi contar a história toda de como Capital Revelada veio a nascer. E ela é longa, chata e complicada, então devo dividir esse post aqui em algumas partes, eu acho.

Tudo começou em 2009. 2009 – eu, no terceiro ano do ensino médio, com 15 ou 16 anos, me preparando para o vestibular – não lembro direito em que mês a ideia dessa história começou, mas deve ter sido por volta do fim do ano. Naquela época, eu jogava quase que obsessivamente os jogos da série Devil Summoner: Raidou Kuzunoha (quem jogou percebe as semelhanças) em meio às provas para o ensino superior.

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[RESENHA] Flores da Ruína – Patrick Modiano

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Título: Flores da Ruína
Autoria: Patrick Modiano
Editora: Record
Nº de páginas: 144
Gênero: Ficção literária
Nota: ★★★

 

 

Em 24 de abril de 1933, dois jovens cônjuges se suicidam em seu apartamento em Paris. Naquela noite, eles teriam se encontrado com diversas pessoas e foram dançar. Trinta anos depois, o narrador tenta reconstruir a história deles, que parece se cruzar com a sua própria. Cada pergunta suscita outras, como um eco, ao curso de andanças fantasmagóricas por Paris, de lembranças que retornam à memória…

Minha história com o Modiano – Nobel de Literatura de 2014 – é bem peculiar. Eu e o maridão temos os três livros que a Record publicou dele – Remissa da Pena, Flores da Ruína e Primavera de Cão – mas estavam lá, jogados, nunca antes lidos. Um dia chuvoso, decidi que queria ler ~literatura séria~. Peguei Primavera de Cão. Absolutamente fantástico. Descobri que esse era o terceiro da “trilogia”. Fiquei muito irado. Peguei Remissa da Pena. So-so. Peguei Flores da Ruína. É desse que vou falar agora. Mas o sentimento que fica é: como diabos esse cara ganhou o Nobel? Não que eu seja tiete do Murakami (Mumuzinho para os íntimos), mas é difícil acreditar que os livros do Modiano representem o suprassumo da ficção literária mundial.

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Meu migué favorito – Notan

Todo mundo tem uma técnica, um jeitinho, um macete para facilitar a escrita ou o desenvolvimento de qualquer coisa: personagens, mundo, estrutura, estilo, estética, que seja. Hoje, quero falar um pouco de um padrão – entre vários – que notei na minha técnica de criar personagens: o notan.

Notan é um nome que descobri enquanto lia Além dos olhos grandes, de Ana Carolina Pereira. Este é um livro-mangá que fala um pouco da história e técnicas dos mangás, muito recomendado para quem curte o assunto. Ela fala do notan assim:

Nos personagens parceiros ou antagonistas predomina o notan, citado pelo pesquisador Amaro Braga Júnior. É uma situação de equilíbrio entre claro e escuro, quente e frio, calmo e agitado. Isso se reflete nos visuais e personalidades dos personagens que interagem muito entre si.

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[RESENHA] Malala – Viviana Mazza

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Título: Malala – a menina mais corajosa do mundo
Autoria: Viviana Mazza
Editora: Agir
Nº de páginas: 121
Gênero: Biografia
Nota: ★★★½⛥

 

Malala tinha apenas 11 anos de idade quando decidiu levantar sua voz e lutar para que mulheres e meninas tivessem os mesmos direitos que os homens em seu país, o Paquistão. Com o apoio de sua família, Malala escolheu a gritar um basta às diferenças. Lutou sem armas ou violência, com a coragem das palavras e da educação, com a força da verdade e da inocência. Aos quinze anos, em um dia como outro qualquer a caminho da escola, Malala descobriu que o Taliban queria matá-la. De maneira grandiosa e emocionante, este livro revela a trajetória, os medos e os sonhos da mais jovem candidata ao Prêmio Nobel da Paz.

[Primeira leitura de 2016 – lida e resenhada para o desafio do blog Me Livrando!]

Forte. Bem forte.

O livro é uma breve biografia da Malala – aquela que todo mundo conhece, que realmente merece a alcunha de a menina mais corajosa do mundo, que tomou um tiro na testa por lutar pela educação de meninas no Paquistão – contada em terceira pessoa do presente (!) e com um pouco de ficcionalização para proteger as identidades das pessoas reais. Vivianna Mazza o escreveu com a intenção de ser um livro para o público infanto-juvenil – tem só 121 páginas, os começos dos capítulos são ilustrados, a linguagem não é difícil e, talvez pelo próprio público-alvo, o livro pareça superficial para aqueles que procuram uma extensa biografia da vida de Malala, mesmo que ela tenha feito sua pesquisa usando diários da menina, entrevistas com ela, notícias e outros livros.

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