[RESENHA] Réquiem para a Liberdade – Thiago Lee

requiem
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Título: Réquiem para a Liberdade
Autoria: Thiago Lee
Editora: Wwlivros
Nº de páginas: 220
Gênero: Fantasia | Tendências Swashbuckler
Nota: ★★★★★★

 

O livro narra a história de Marko, um ex-escravo liberto que vaga pelo reino em busca de respostas para uma maldição que o assola. Quando ele se aproxima de uma vila de pescadores dominada por um tirano, ele terá que escolher ignorar ou proteger um povo cujo sofrimento se assemelha ao seu próprio passado.

WHAT A RIDE, MEUS AMIGOS, WHAT A RIDE

Caras, eu nem ao menos tenho palavras pra descrever isso. Não sei se o meu mal-estar é por causa da adrenalina que o livro me proporcionou ou se é a gripe mesmo. Só sei que esse levou o meu INOTY (Indie Novel of the Year) porque putz, me prendeu do início ao fim, me envolveu emocionalmente com tudo, eu quero chorar e berrar e ler de novo agora mesmo para poder entender tudo.

A começar: o livro tem um enredo muito, muito amarradinho. Isso significa que coisas que são ditas em 15% da história só serão reveladas como importantes no final. Por isso tenho que ler de novo. Isso é fantástico. O estilo também é suave, leve, fácil de ler, despojado e divertido (às vezes até light-hearted demais, mesmo com tanto sangue entre as páginas, consigo imaginar a obra adaptada para uma animação ao estilo Dreamworks antigo) – não encontrei quase nenhum infodump e, mesmo nas situações de “tell” em vez de “show”, isso saiu muito natural, sem interromper o fluxo da leitura. O livro – na versão e-book que li – tem só alguns problemas muito pontuais de revisão/diagramação (às vezes o espaço do parágrafo sumia, às vezes o espaço entre o ponto final e o começo de uma nova frase desaparecia, um ou dois typos), que são quase irrelevantes.

O enredo segue Marko, um escravo liberto, e suas peripécias para encontrar os Liberati – um suposto grupo de terroristas que marcou sua infância – junto de seu broder Filip. Mas isso é aquela coisa: é o que uma sinopse pode te dizer, porque o enredo é muito mais profundo e tem muito mais camadas que isso. E QUE ENREDO: os poucos momentos em que dá pra respirar são nos Interlúdios, onde a história acalma um pouco. Fora isso, é muita ação atrás da outra, muitas traições, reviravoltas, drama-

O que me chamou muito a atenção foi como as coisas são em tons de cinza. Os vilões não são bem vilões, os heróis não são bem heróis. O que é a liberdade? É possível dar liberdade a um povo que não a quer? Acho que uma frase que combina bem com o arco do livro é “a estrada para o inferno está pavimentada de boas intenções” – por mais que vários personagens tenham ótimas intenções, não necessariamente as coisas darão certo e terão boas repercussões. (Aliás, as discussões sobre preconceito, opressão, etc, ficaram bem naturais; não soaram partidárias ou forçadas no contexto. Funcionou perfeitamente bem). Falando em personagens: muito humanos, nem um pouco estereotipados. Todos eles têm seus charmes, de forma que nem ao menos cheguei a “amar odiar” alguém. Acho que meus favoritos foram definitivamente o Marko, o Filip, a Doninha, o Boris, o Basilio, o Dom, a Paola, o Boris, hãã.. acho que vou acabar citando a cast toda aqui. Aliás, que fantástica a escolha de priorizar a cultura do sul e do leste europeu! Não é algo que normalmente vimos.

(Caaara… sabe o que o feeling desse livro me lembrou muito? Algo misto de Caminho para El Dorado – não conseguia deixar de imaginar o Basilio ou o Dom naquelas roupas de fidalgo espanhol – e Final Fantasy IX. Um dos meus filmes favoritos e um dos meus jogos favoritos)

Mas agora eu tenho que chamar algo que percebi e uma pequena crítica: notei que quase todos os capítulos terminam com um gancho/cliffhanger. Não é ruim – eu adorei – mas já vi gente reclamando por alguns motivos. De qualquer jeito, me prendeu a atenção. E a crítica é que acho que ocorrem bastantes “E então aconteceu algo inesperado/E então tudo aconteceu muito rápido/etc” antes de uma série de ações críticas. Acho que podia passar sem; o suspense não seria nem um pouco afetado pela inexistência dessas frases que, pra mim, funcionaram ao contrário – quebraram o suspense em vez de sustentá-lo ou levantá-lo, porque aí eu já sabia que ia acontecer muita coisa etc.

RESUMINDO: foi uma surpresa enorme e fico muito feliz de ter tido a chance de ler esse livro aqui. Me fascinou demais, foi aquele tipo de coisa que me agarrou pelo coração e me arrastou e me fez passar por uns perrengues e aumentou minha pressão sanguínea e me fez suar de leve mas tamos aí. Agora eu só quero ver mais desse universo tão simpático e aconchegante [carece de fontes].

Depois disso, comprei o livro físico. Você pode obter o seu na versão física por aqui ou em e-book por aqui, pela Amazon.

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